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Artroplastia Anatômica – Prótese Anatômica

Artroplastia Anatômica - Prótese Anatômica

Artroplastia é a reconstrução da articulação, geralmente realizada com uso de próteses. As artroplastias do ombro têm se tornado cada vez mais frequentes.

É um procedimento comumente realizado?

Não há dados confiáveis em relação ao Brasil, mas números obtidos nos EUA revelam que o número de artroplastias realizadas tem aumentado progressivamente ao longo dos anos. Assim, estima-se que em 1998, foram realizadas naquele país 19 mil artroplastias; 48 mil em 2008; e cerca de 67 mil em 2011. O aumento no número de artroplastias do ombro realizadas pode se justificar por alguns motivos. Em primeiro lugar, o aumento da expectativa de vida da população leva ao maior número de idosos e, conseqüentemente, maior prevalência das doenças articulares degenerativas (leia-se ARTROSE), que são o principal motivo para realização de uma artroplastia. Em segundo lugar, o desenvolvimento de técnicas e próteses mais modernas melhorou, ao longo dos últimos anos, os resultados das artroplastias. Isto, por sua vez, torna médicos e pacientes mais confiantes em realizar esta cirurgia.

Artroplastia Total vs. Parcial

As próteses anatômicas formas as primeiras desenvolvidas e são as mais usadas, pois se prestam ao tratamento da maioria das doenças degenerativas articulares do ombro. Quando se realiza uma artroplastia total, tanto a cabeça do úmero quanto a cavidade glenoide são substituídas. Quando se realiza uma artroplastia parcial (hemiartroplastia), apenas o úmero é substituído pela prótese. A escolha entre artroplastia total ou parcial dependerá de muitos fatores, como a idade do paciente, a existência de comprometimento da glenoide, a presença de subluxação do úmero, entre outros.

Como é feita a Cirurgia?

A cirurgia é realizada com o paciente semissentado (posição cadeira de praia), sob anestesia geral e bloqueio do plexo braquial. A incisão é feita na região anterior do ombro e, em geral, tem cerca de 10 cm de extensão. O tendão subescapular é seccionado para se obter acesso à articulação. O úmero é, então, abordado e a cabeça umeral doente é removida. Uma prótese de teste é colocada no úmero e, após checar se o tamanho e a posição estão corretos, coloca-se a prótese definitiva. A prótese umeral definitiva pode ser fixada sob pressão (pressfit) ou com cimento acrílico (polimetilmetacrilato). A escolha entre os dois métodos de fixação depende do modelo de cada prótese e das características de cada paciente. Por exemplo, em pessoas com osteoporose avançada, a fixação com cimento acrílico é mais segura, pois depende menos da qualidade óssea.
Além da colocação da prótese no úmero, é fundamental a realização de uma extensa liberação da cápsula articular e do tendão subescapular, pois ambos tornam-se encurtados nos casos de artrose do ombro. Outras aderências, como aquelas ao manguito rotador, também devem ser liberadas. Caso a cirurgia escolhida seja uma hemiartroplastia (artroplastia parcial), o subescapular é reinserido ao úmero (amarrado com fios ultraressistentes) e a cirurgia chega ao fim. Caso se opte por uma artroplastia total, ainda deverá ser colocada a prótese na glenóide. Enquanto a prótese do úmero é feita de metal, o componente glenoidal geralmente é feito de polietileno, uma espécie de plástico muito resistente. Salvo algumas exceções, a prótese glenoidal será fixada com cimento acrílico.
Após a cirurgia, o paciente permanece internado por um ou dois dias. É necessário usar tipoia por 4 a 6 semanas, mas exercícios são iniciados no primeiro dia após a cirurgia. Nos primeiros 15 dias, apenas exercícios de movimentação do cotovelo, punho e mão são autorizados. A partir de 2 a 3 semanas, são iniciados exercícios passivos para recuperação da mobilidade do ombro. Após a retirada da tipoia, a movimentação ativa é recomendada ao paciente, que é também encaminhado à reabilitação com profissional fisioterapeuta.

Resultados

Em geral, os resultados da artroplastia no tratamento da artrose do ombro são muito bons, eliminando a dor e restaurando grande parte da mobilidade articular. Há trabalhos que mostram resultados satisfatórios em 94% dos casos.
Sabemos, porém, que muitos fatores influenciam os resultados desta cirurgia. Em primeiro lugar, é necessária uma equipe bem treinada, coordenada por um cirurgião que tenha experiência neste tipo de cirurgia. Melhores resultados são obtidos se o cirurgião realiza pelo menos 10 artroplastias por ano. O material utilizado deve ser escolhido pelo cirurgião, de acordo com as características de cada paciente, com as características técnicas da prótese e com a preferência pessoal do próprio cirurgião. Alguns fatores dependem do paciente, que deve estar motivado e disposto a seguir as orientações pós-operatórias. De nada adianta uma cirurgia bem feita, caso o paciente não faça os exercícios e/ou não tome os cuidados indicados no pós-operatório; da mesma forma, o excesso de esforços logo após a cirurgia também pode ser prejudicial ao resultado.

Complicações

Felizmente, as complicações são infrequentes e podem incluir rigidez articular, infecção, soltura da prótese, entre outras. O cirurgião toma medidas antes, durante e após a cirurgia, a fim de evitar a ocorrências de complicações. Por exemplo, para evitar a rigidez, é necessária liberação das estruturas de partes moles encurtadas, bem como das aderências dentro e em torno da articulação. Além disso, instituir exercícios para recuperação da mobilidade também contribui para reduzir a chance de rigidez. Desta forma, felizmente, com o desenvolvimento da técnica cirúrgica e dos materiais e com as medidas cautelosas do cirurgião, as complicações têm se tornado cada vez mais infrequentes.


Artroplastia Anatômica


Artroplastia Anatômica


A artroplastia total é composta por um componente metálico no úmero e um componente de polietileno na glenoide