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Capsulite Adesiva

Capsulite Adesiva

Quando e quem deve operar?

Em geral, a maior parte dos pacientes com capsulite adesiva do ombro alcançam a resolução completo do quadro sem a necessidade de cirurgia. Embora seja uma doença relativamente comum, raramente o tratamento cirúrgico da capsulite é necessário. Estima-se que menos de 10% dos pacientes necessitarão de cirurgia para a resolução do quadro. A cirurgia passa a ser considerada nos casos em que dor e/ou limitação dos movimentos persistem apesar de todo o tratamento conservador (link para o texto “Capsulite Adesiva” na seção “Entenda Sua Doença”), com duração mínima de 6 a 12 meses. Como já mencionado, a maior parte dos pacientes ficará curado durante esse período, sem que haja necessidade de cirugia.

Como é a cirurgia?

Muitos métodos já foram usados no tratamento da capsulite adesiva. Procedimentos como distensão hidráulica (injeção de grande quantidade de líquido dentro da articulação para “distender” a cápsula) e a manipulação sob anestesia (alongamento forçado do ombro em um paciente anestesiado) foram praticamente abandonados devido ao risco de lesões indesejadas. Atualmente, o método mais utilizado é a artroscopia do ombro, por todas as vantagens que o método apresenta e que podem ser lidas aqui (inserir link para “Artroscopia”). O tratamento artroscópico consiste na secção seletiva das regiões da cápsula articular que estão limitando os movimentos. Desta forma, sob visão direta, o cirurgião define quais estruturas devem ser liberadas para que o paciente recupere o movimento completo do ombro. Ao fim do procedimento, toda a mobilidade é novamente testada para assegurar que houve recuperação completa da movimentação articular.

Como é o pós-operatório?

O aspecto mais importante do período pré-operatório é o estabelecimento precoce de fisioterapia intensiva, com a finalidade de manter a mobilidade obtida durante a cirurgia. Há risco de retorno da rigidez caso o paciente não comece logo a realizar exercícios de alongamento. Entretanto, a dor costuma ser um fator limitante para realização destes exercícios. Por isso, é útil a instalação de um cateter no plexo braquial para anestesia contínua nas 48 horas seguintes à cirurgia. O paciente permanece internado, portanto, com anestesia para o ombro e fisioterapia intensiva durante a internação. Após 48 horas da cirurgia, recebe alta, com medicamentos analgésicos potentes, de modo que consiga se empenhar nos exercícios de fisioterapia, que devem ser diários, pelo menos, no primeiro mês. Não há, portanto, necessidade de imobilização ou uso de tipóia após a cirurgia. Ao contrário, recomenda-se que o paciente movimente o ombro para evitar a recorrência da rigidez.