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Ruptura do tendão peitoral maior

Ruptura do tendão peitoral maior

Como já descrito na seção Entenda sua Doença, a maior parte das rupturas do tendão peitoral maior deve ser tratada cirurgicamente, especialmente nos pacientes jovens, ativos e com participação em atividades desportivas.
A cirurgia é realizada com o paciente em posição semi-sentada (cadeira de praia), sob anestesia geral e bloqueio do plexo braquial. Para saber mais sobre a anestesia, clique aqui. Uma incisão de cerca de 7 centímetros é feita na região anterior do ombro, entre o deltoide e o local onde o musculo peitoral deveria estar (sulco deltopeitoral). O coto do tendão rompido é identificado e preparado com fios de sutura. Então, localiza-se no úmero o local de onde o tendão do peitoral se soltou. O úmero é então preparado para receber o tendão de volta. Há diferentes formas de fixação do tendão ao osso, incluindo orifícios transósseos, âncoras e botões corticais. A facilidade e superioridade dos botões corticais têm feito deles a primeira opção no tratamento cirúrgico das lesões do tendão peitoral maior.
Idealmente, a cirurgia deve ser realizada o mais breve possível depois da lesão. Em geral, após 3 semanas, o reparo torna-se mais difícil e requer maior dissecção cirúrgica para liberar as aderências ao tendão rompido. Além disso, nestes casos crônicos, pode ser necessário usar enxerto de tendão, seja do próprio paciente ou de doador cadáver (transplante de tendão).
O pós-operatório requer imobilização em tipoia durante 4 a 6 semanas. Entretanto, exercícios de movimentação do cotovelo, punho e mão são iniciados já no primeiro dia após a cirurgia. Após a retirada da tipoia, inicia-se fisioterapia para recuperação do arco de movimentos e, após 10 a 12 semanas, para fortalecimento muscular. Em geral, os treinos de musculação são retomados cerca de 4 meses após a cirurgia.